Missão de Cristianismo Decidido
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Paraná
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CERVIN, Rolândia-PR
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Moto no Sertão - PB
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Rios das Cobras - PR
people

Ministérios entre grupos minoritários

Em 1967 a MCD iniciou o seu trabalho entre o povo Kaingang na Terra Indígena Rio das Cobras, no Paraná. Os primeiros passos se iniciaram com uma assistência emergencial na área da saúde, salvando muitas vidas de crianças com vacinas e remédios.

No convívio direto com o povo indígena, também, foram se explicitando sua autoestima denegrida, seus conflitos sociais e suas angústias espirituais. A busca por sua identidade e por seu valor, a procura por um futuro melhor, a perturbação pelos espíritos dos mortos e o exemplo vivido do amor divino pelos missionários, levaram muitos a perguntarem por Deus, a pela possibilidade de um relacionamento concreto com Ele e por uma transformação de vida.

Respeitando o direito da livre escolha, a sua decisão por uma vida nos caminhos de Deus sempre foi uma opção e não uma imposição catequética. Assim, a MCD vem desenvolvendo, até hoje, atividades diversas nas áreas de relacionamento, de desenvolvimento comunitário e no acompanhamento dos líderes das igrejas autóctonas, visando sempre a valorização, a conscientização, a capacitação e a profissionalização indígena


Índios no estado do Paraná, Brasil

Material em língua kaingang

(clique sobre os botões para abrir o site correspondente)

A Bíblia em Kaingang

Material em língua guarani-mbya

Bíblia em guarani-mbya

Hinário Evangélico Guarani (150 hinos de louvor, sendo uma parte traduzida do português, mas a maioria composta por irmãos guarani)

CDs com hinos de louvor de Ângelo Tataendy Pires de Lima


Na Internet pode achar os recursos seguintes:

(clique sobre os botões para abrir o site correspondente)

Músicas de louvor

A Bíblia

Dicionário e gramática

Filme de Jesus

Mais . . .


Contatos:

Valério: (46) 99908 1184 TIM

Ângelo Tataendy: (42) 99157 8978 VIVO

Karaí Puku Manfredo: (42) 99968 2506 TIM e (42) 99154 4888


Informações adicionais no link a seguir:

Povos Indígenas no Brasil

KAINGANG

50 anos de desafios e bênçãos continuam

50 anos atrás, no mês de maio do ano 1966, a Marburger Mission da Alemanha iniciou seu trabalho entre a tribo Kaingang no Brasil. Foi naquele ano que a Dra. Ursula Wiesemann, pesquisadora linguística e missionária da Wycliffe Bible Translators, deu um curso de aprendizagem da língua kaingang no Rio das Cobras.

Junto com outros missionários de várias organizações, Walter e Ilsedore Hery, também, participaram como membros da agência que hoje é a Cristianismo Decidido. Gojtéj (goio-TEYE), como a Ursula é conhecida entre os kaingang, tinha começado o trabalho dela alguns anos antes e sonhava com ajuda na imensa tarefa de comunicar de diversas formas as boas novas do amor de Deus para um povo geograficamente espalhado e pouco considerado. Pelo que sabemos, Walter e Ilsedore foram os únicos daquele curso que aprenderam a falar o kaingang e continuaram a usá-lo durante os seguintes 50 anos. Com esse início simples e através de muitos anos de trabalho junto com a Gojtéj, brotou algo que deu nova perspectiva aos kaingang e possibilitou mudanças que perduram até hoje.

Os primeiros anos foram especialmente difíceis. O foco era, literalmente, na sobrevivência dos kaingang, e nas suas necessidades básicas, por sofrerem exploração e carregarem com um forte complexo de inferioridade.

O envolvimento de Walter e Ilsedore trouxe não somente amizades, mas também ameaças, calúnias e perseguição por agentes do governo, caciques e pajés. Além disso, a cooperação com diretores e colegas da própria missão nem sempre foi fácil. No entanto, Deus os protegeu, carregou e estabeleceu durante todos esses anos. Deus sempre colocou as pessoas certas, no momento certo, ao lado deles. Alguns de vocês, que estão lendo esta carta, fazem parte desta linda história e, em nome dos kaingang, queremos agradecer por sua fidelidade durante todos esses anos.

Depois de 9 anos de dedicação intensiva, o primeiro casal kaingang se converteu. Em 1977, o Novo Testamento traduzido foi impresso e a primeira igreja kaingang foi fundada.

Dessa primeira igreja, os primeiros missionários kaingang saíram para outras aldeias, mais pessoas se converteram e novas igrejas foram estabelecidas. Hoje, existe pelo menos uma igreja evangélica em cada aldeia kaingang, e os líderes dessas igrejas são cristãos kaingang da segunda e terceira geração.

Paralelamente, a base da missão no Rio das Cobras cresceu e muitas pessoas receberam ajuda, no corpo, na alma e no espírito. No auge do trabalho da MCD entre as tribos Kaingang e Guarani, entre 1995 e 2005, ela contava-se com 13 missionários e duas bases bem equipadas para vários tipos de trabalho. Colaborávamos intensivamente com vários comitês de trabalho a nível nacional e cooperávamos produtivamente com departamentos do estado em projetos de saúde, educação e desenvolvimento comunitário.

Esta abordagem integral de missão levou, com o tempo, à independência de algumas dessas iniciativas. Algumas foram adotadas e ampliadas pelo estado e outras pelas próprias comunidades indígenas.

Com esse desenvolvimento nas aldeias e a contínua redução dos recursos humanos e financeiros por parte da MCD na última década, hoje, a contribuição como instituição missionária entre os kaingang é caracterizada pelo trabalho intensivo na revisão e conclusão da Bíblia em sua língua materna.

Também visitamos as igrejas kaingang e acompanhamos os líderes das igrejas na sua tarefa, nada fácil, de cuidar de cristãos da terceira geração. Comunicar a liberdade do evangelho para a igreja kaingang, cada vez mais independente, é sempre um desafio.

Não estaríamos comemorando esses 50 anos se Deus não tivesse sempre dado, no momento certo, as forças necessárias e amigos que nos apoiassem. Não temos palavras para expressar o quanto somos gratos pelas suas orações e apoio!

Texto: Ka'egso e Eipeen Hery

GUARANÍ-MBYA

O Evangelho para os Guarani-Mbya

No Brasil vivem 8000 guarani-mbya em cerca de 110 aldeias. Também vivem 7000 indios guarani-mbya na Argentina (na província de Misiones) e 15.000 no lado ocidental do Paraguai. No Brasil vivem nos 7 estados do sul do Brasil, ES, RJ, SP, PR, SC, RS e MS.

O povo Guarani-Mbya é um povo pouco alcançado com as Boas Novas de Jesus ou seja, um desafio missionário para as igrejas do Brasil. Há somente em 15 aldeias pequenas igrejas evangélicas e em mais 15 aldeias pequenos grupos de crentes que se reúnem nas casas. Há 80 aldeias sem nenhum trabalho evangélico.

Em 30 anos de trabalho o Dr. Roberto Dooley desenvolveu a escrita guaraní-mbya e traduziu com sua equipe a Bíblia a qual foi entregue ao povo em março de 2004.

Para alcançar estas aldeias procuramos 8 - 10 novos missionários que poderiam depois de aprender cultura e língua trabalhar em uma das 10 regiões onde se encontram as aldeias.

Sugestões para o trabalho missionário guarani (TMG)

Este documento quer orientar pessoas, missões e igrejas evangélicas que querem realizar trabalho missionário em uma aldeia guarani. A equipe guarani que teve a iniciativa de elaborar este documento é composta por guarani e não-guarani do Sul do Brasil e resultado do trabalho realizado no Paraná deste os anos de 1980.

Introdução:

Durante a viagem de membros da equipe em setembro 2016 pelas aldeias de São Paulo vimos diversas situações nas aldeias que nos levou a ideia de elaborar esta orientação. O nosso objetivo é que o trabalho missionário seja mais eficiente, a igreja guarani cresça e com isso Nhanderuete, o pai de nosso SENHOR Jesus seja louvado.

Orientações:

  1. Todo trabalho missionário deve respeitar as autoridades do povo, ou seja, o cacique da aldeia.

  2. Se em uma aldeia já tem um trabalho missionário evangélico, este deve ser apoiado. Geralmente as aldeias com acesso mais fácil são visitadas por mais missionários e as aldeias afastadas por poucos. Procure uma aldeia onde não tem trabalho missionário ainda.

  3. O povo guarani tem sua própria cultura e língua a qual deve ser preservada. Sugerimos que antes de iniciar o trabalho estude sobre os costumes do povo.

  4. Sugerimos que o missionário aprenda pelo menos noções básicas da língua e incentive o uso da língua nas reuniões. A Bíblia em língua guarani-mbya pode ser comprado na Sociedade Bíblica Brasileira ou com a equipe TMG. A equipe TMG também tem hinários guarani e CDs com louvores.

  5. Pessoas que falam calmamente e não fazem muitas perguntas são bem vistos entre o povo guarani. Gritaria e perguntar de mais não são bem vistos.

  6. Nós guarani não temos o costume de dar a mão quando nos visitamos. Sabemos que os não-guarani tem o costume de dar a mão para se cumprimentar. Se você chega na casa de um guarani e não estica a sua mão mostra que você respeita o nosso jeito.

  7. Muitas vezes acontece que um jurua (não-guarani) vai para uma aldeia e pergunta algo para um guarani. O guarani gosta de pensar bem a sua resposta. Então não seja mal-educado em responder por ele. Dê tempo para ele pensar bem.

  8. Não faz sentido introduzir palito e gravata nas aldeias indígenas.

  9. Quando vai em uma aldeia pela primeira vez seria bom ser acompanhado por um irmão guarani evangélico. Os membros da equipe TMG estão prontos de fazer isso. Pode entrar em contato conosco pelos contatos em baixo.

  10. Sugerimos que um novo trabalho seja feito da seguinte maneira:

    1. Primeira Fase: Visitas nas casas, contar o que Deus fez na sua vida e conversar com as pessoas.

    2. Segunda Fase: Fazer discipulado com uma ou mais pessoas.

    3. Terceira Fase: Realizar cultos em casas.

    4. Quarta Fase: Realizar cultos públicos, construir um templo.